Vocês sabem da última? O filme “Thor: Amor e Trovão” é a aventura ideal para ser feita nos dias de férias, pois é um misto de ação, romance e comédia, mas o que ninguém falou para vocês é que o melhor da obra é que há a trolagem do herói e ela é feita pelas personagens femininas. Aliás, Dra. Jane Foster (Natalie Portman) e Rei Valquíria (Tessa Thompson) estão com suas línguas afiadíssimas, batem um bolão cênico e não perdoam qualquer deslize de Thor (Chris Hemsworth).
Logo nos primeiros minutos da obra, o espectador acompanha o que aconteceu com o bonito após ele embarcar em outra aventura junto aos Guardiões da Galáxia ao término do filme “Vingadores: Ultimato”. Na época, a bagaceragem do protagonista foi tamanha que Thor protagonizou episódios de bebedeira, ressaca, perda da silhueta, além de algumas crises de meia idade.
É! Ele teve que correr atrás do prejuízo e lutar para recuperar o seu físico e a credibilidade de herói, pois percebeu que uma nova ameaça estava circulando por Nova Asgard e colocando a prova a presença e o poder das divindades existentes. O inimigo deste filme atende pelo nome de Gorr, o Carniceiro dos Deuses (Christian Bale), e ele tem sangue nos olhos e deseja vingar a morte de sua filha Amor (India Rose Hemsworth). E Zeus (Russel Crowe) com isso?
Zeus eu não sei, mas Thor une forças com Rei Valquíria, Korg (Taika Waititi) e a Poderosa Thor/Dra. Jane Foster para impedir o vilão de alcançar e fazer um último e único pedido para a Eternidade.
O interessante é que Thor também tem um desejo a ser feito ao “gênio da lâmpada”, pois Dra. Jane Foster está com câncer terminal e nem mesmo os poderes e a força atribuídos pelo martelo Mjolnir e repassados para a cientista conseguem salvá-la de seu destino fatal.
Agora, o ponto alto da película são as piadinhas feitas entre o machado empunhado pelo herói e seu antigo BBF Mjolnir, além das crises de ciúmes de Thor em relação ao segundo, pois o martelo ignorou o personagem, preferindo proteger e estar nas mãos femininas e da Poderosa Thor, há, há, há….
Os respiros cênicos da película também são construídos com a presença de dois bodes hilários (Tanngrisnir e Tanngnjóstr) que emanam gritos estridentes, ostentam dentaduras espertas e conduzem um navio pela Bifrost, a ponte que conecta mundos.
Confesso que eu rolei de rir durante todo filme, tamanha a carga cômica que ele carrega consigo, mas também fiquei atordoada e sem fôlego em alguns momentos da obra porque o ritmo de acontecimentos existente é intenso e potencializado por uma trilha sonora contendo músicas de Gun´s N´Roses, Led Zeppelin, ABBA, Enya, Dio e composições de Michael Giacchino.
Quanto às atuações, a fantasia de viking continua vestindo bem o ator Chris Hemsworth, entretanto o destaque do longa-metragem é a atriz Natalie Portman que mostra mais uma vez sua versatilidade profissional, encarnando uma heroína segura, destemida, humana e preocupada com o futuro das novas gerações.
Outro que faz um bom trabalho diante das câmeras é o ator Christian Bale que cria um dos vilões mais temidos da HQ e sua figura esbranquiçada e careca não causa somente medo, mas também estranheza no espectador, pois o faz lembrar de outro antagonista dos bons, ou seja, de Lord Voldemort, da franquia Harry Potter.
Já o enredo desenvolvido em “Thor: Amor e Trovão” prefere não arriscar, entregando diversão para quem pagou pelo ingresso de cinema por uma aventura leve, divertida e com a toada dos heróis da atualidade.
Eu indico.

Maria Oxigenada
Foto: reprodução