Tudo deu certo no final e esta edição da São Paulo Fashion Week aconteceu! As dúvidas surgidas pelo caminho foram aos poucos desmanchadas devido ao avanço da vacinação na população e pelo monitoramento da variante Ômicron do Coronavírus pelas autoridades de saúde.
No entanto, o formato híbrido visto anteriormente foi mantido e algumas marcas optaram por apresentarem suas coleções virtualmente, enquanto outras não dispensaram o contato com o público e convidados. A novidade foi que os desfiles acontecerem na sede do Senac Lapa Faustolo, no Komplexo Tempo e nas dependências da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).
Várias foram as inspirações dos estilistas e alguns deles flanaram pelo universo esportivo, do motociclismo, através da cultura baiana, especialmente o tabuleiro das baianas, pela vibe veranista, além das ondas fetichistas, pela mestiçagem da América Latina, através dos impérios ancestrais, vislumbrando o futuro.
Os primeiros dias de desfiles sinalizaram algumas tendências, tais como: silhuetas languidas, vestidos com caudas (À La Garçonne e Fauve Brand), bolsos presentes em mangas (Rocio Canvas), além de muitas amarrações (Boldstrap), rendas e bordados (Martha Medeiros), vestidos feitos de retalhos e resíduos (Renata Buzzo), bem como tiras soltas (Rocio Canvas), mangas babadeiras (Ta Studios e Fauve Brand), tricôs (Modem Studio) e babados gigantes feitos de fitas de metal (Projeto Ponto Firme), fibras naturais (Naya Violeta), calcinhas à mostra (Boldstrap), a polarização do branco e preto, golas smoking e transpasses nas costas (Rocio Canvas), colarinhos cerrados (Anacê) coletes largos (À La Garçonne), entre outros modismos.
Agora, o divertido mesmo foi acompanhar a criatividade encontrada nos acessórios que circularam na ocasião, tais como: coroa feita com quiabos (Dendezeiro), bolsas feitas a partir de sacos de arroz descartados (Projeto Ponto Firme), broches com o território brasileiro dividido ao meio (Misci), broches de flores de mandacaru (Martha Medeiros), tornozeleiras finas (Ta Studios), além de flats texturizadas, colares de búzios e contas, chapéus de palha, crochê ou navy (Igor Dadona), colares metalizados gigantescos e turbantes (Meninos Rei), ankle boots, coturnos destroyer, maxi-brincos (À La Garçonne), carteiras gigantes e malas molegatas.
As primeiras pinceladas foram dadas e agora a galera já tem ideia do que será usado nas próximas estações, entretanto a SPFW ainda reservou tantas outras novidades aos fashionistas, finalizando o evento com a alegria e o brilho de sempre!
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