A caminhada musical que fiz ontem foi longa e interessante, pois houve paradas diante de diferentes estilos, tais como: jazz, blues, soul, funk norte-americano e black music. Isso só foi possível porque fui conferir a apresentação do grupo “Mr. Josh Groove & Soul”, em uma das unidades do Sesc.
O show começou com a execução da música “Eu quero Groove” e seguiu com canções já conhecidas do público como o clássico gospel “Oh! Happy Day”, de Edwin Hawkins, além de outras composições do próprio conjunto visto.
Segundo o vocalista da banda, a intenção do encontro era aproximar as pessoas através dos sons, por isso estímulos foram feitos através de instrumentos musicais como saxofone, gaita, teclado, guitarra, baixo e outros de percussão na intenção de convidar e convocar a plateia presente para dançar, mexer seus membros como os pés, as mãos através do estalar dos dedos ou apenas abrir sorrisos dignos de marcas de cremes dentais.
O interessante é que o show atraiu profissionais atuantes na área, tais como: músicos, produtores, instrumentistas e maestros como também amantes do bom e velho rock and roll e até alguns cabeludos do heavy metal acostumados a bater suas madeixas. E como eu sei? Observando os estilos desfilados na ocasião, pois as produções vistas englobaram desde o total black como jeans e camisetas surrados, camisas xadrezadas, ternos bem cortados e acessórios como chapéus de feltro, chapéus Panamá ou boinas.
O motivo da atração de pessoas e músicos pelo blues e jazz é antiga e bandas como The Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Elvis Presley foram influenciados e tiveram suas origens totalmente enraizadas nesses gêneros musicais. O triste é que o blues perdeu sua força a partir dos anos 70 em detrimento de outros estilos que continham elementos eletrônicos, especialmente os da era Disco.
O baile foi extenso, “Mr. Josh Groove & Soul” fez um show de mais de 1h30 minutos de duração e a plateia participou ativamente com aplausos, assobios, gritos e pedidos de bis. Quem ali estava mostrou-se completamente aberto para encarar uma aventura de resgate histórico e cultural.
Já para quem deseja ouvir algumas canções do gênero, escutar faixas instrumentais, assim como visualizar a atmosfera ou lançar um olhar nostálgico sobre a época em que o blues, jazz, soul e black music reinaram, então os filmes “Identidade”, “A voz suprema do blues”, “Whiplash: Em busca da perfeição, “James Brown”, “Cadillac Records”, “Ray”, “Por volta de meia noite”, “Bird”, “O ocaso de uma estrela”, “Cotton Club”, “Estrelas além do tempo”, “Selma: Uma luta pela igualdade”, “Os 7 de Chicago”, “La La Land: Cantando Estações”, entre outros são boas opções.
Confesso que saí do local enfeitiçada pelos acordes, pelos sons ouvidos e com vontade de investir no aprendizado de algum instrumento musical!
Beijos,

Maria Oxigenada
Foto: reprodução