Mais uma vez o universo da dança serviu de inspiração para o feitio de um filme e de uma coleção de moda. Trata-se de “Nuit Romane”, criado pela marca Dior em comemoração ao Dia Internacional da Dança (29/04). A grife firmou uma parceria de trabalho com a Embaixada Francesa na Itália e com o teatro da Ópera de Roma para a realização da película.
Para tanto, a obra foi ambientada no Palazzo Farnese, na capital italiana, e o pátio externo do local, bem como seus corredores, salas, especialmente a sua biblioteca contendo 100 mil exemplares, serviram de cenário para o espetáculo.
No entanto, não foram somente os livros que ajudaram na construção da cenografia da obra, mas também vasos grandiosos de barro, tronos, cadeiras, sofás usados pela realeza do século XVI, além de colunas de mármore, abóbodas rústicas, afrescos e balanços pendurados em galhos de árvores.
A ideia da estilista e diretora criativa da grife Maria Grazia Chiuri era de aproximar e criar diálogos da dança com outras áreas, tais como: a arquitetura, a História, a pintura, a tapeçaria, a religião e outras artes plásticas.
Já a fluidez e delicadeza da homenagem puderam ser observadas através dos movimentos feitos pelos bailarinos e as coreografias desenvolvidas para a ocasião, especialmente as que destacavam partes do corpo como as escápulas, os pés, as pernas e os músculos dos dançarinos.
Durante 43 minutos de duração do filme, o espectador acompanha a realização de apresentações individuais, mas também os passos e movimentos em duplas, trios, além de gestos conjuntos e giros de grupos de bailarinos.
Quanto ao figurino usado pelo corpo de baile da Companhia de Angelin Preljocaj, este primou por bodies com figuras geométricas estampadas, de ombros únicos, além de saias de tule com cós largo e tonalidades fechadas, saias franjadas, bem como vestidos esvoaçantes, com alças torcidas e decotes nas costas. Destaque para as asas de anjos feitas em tule branco com várias camadas distintas.
Agora, os acessórios presentes foram: maxi-anéis, réplicas de chapéus de bispos, golas de padre, capas, pulseiras e tornozeleiras de contas, colares de cristais, além de sapatilhas de ponta.
O fato é que o resultado é tocante, especialmente porque a película é embalada por uma trilha sonora construída com músicas eruditas, pela ação de violinos e outros instrumentos de corda, pela delicadeza dos passos do balé clássico e a abrangência das danças contemporâneas.
Para as Oxigenadas que desejam visualizar imagens de um conto-de-fadas contendo anjos, ninfas, deuses e divindades, eu indico assistir “Nuit Romane”.
Beijos,

Maria Oxigenada