A trilogia “365 Dias” foi lançada no início da pandemia, em 2020, e o primeiro filme foi um dos mais assistido do streaming por vários motivos. São eles: Todos nós estávamos carentes culturalmente, buscando por diversão e por momentos de escapismos. Além disso, a película chamou a atenção do público por abordar a Síndrome de Estocolmo, assim como abusos masculinos, além de ser uma obra com uma carga erótica daquelas.
O segundo capítulo da história foi lançado recentemente após um intervalo de dois anos e ressuscitou o casal protagonista formado pelo mafioso Massimo (Michele Morrone) e pela polonesa Laura (Anna-Maria Sieklucha).
Sem dar explicações aos espectadores ou criar ganchos sobre o que ocorreu no final do primeiro longa, os dois personagens aparecem às vésperas do seu casamento e envolvidos com os últimos preparativos para a cerimônia religiosa que será realizada na Itália.
A lua-de-mel do casal é pura pegação e os dois personagens não se cansam do rala e rola, especialmente em protagonizar brincadeiras eróticas em lugares públicos como em um campo de golfe ou com o auxílio de brinquedinhos como vibradores, algemas, plugs anais, entre outros.
O problema é que com o término da lua-de-mel também acontece a retomada da rotina e das atividades profissionais do casal, especialmente de Massimo. Com isso, Laura mergulha no ócio, em horas de espera pelo amado e na sensação de completa inutilidade.
Ainda bem que nesses momentos ela pode contar com a companhia e a extroversão de Olga (Magdalena Lamparska), sua melhor amiga, para passear, fazer compras e gozar de bons restaurantes. No entanto, Massimo faz questão de jogar um balde de água fria na diversão das duas, descortinando novamente sua faceta machista e controladora vista no primeiro filme.
“365 Dias: Hoje” não tem tantas cenas abusivas como no primeiro longa, mas apresenta um roteiro fraco, com poucas viradas na narrativa, poucas falas entre os personagens e muito clichê. Apesar disso, ele conta com boa fotografia, com cenas belíssimas da Itália, boa iluminação e um antagonista de tirar o folego da mulherada.
Isso mesmo! E ele atende pelo nome de Nacho (Simone Susinna) e com Massimo e Laura forma o triangulo amoroso desse segundo capítulo. O bonito é apresentado na história como jardineiro da família, mas aos poucos o espectador descobre sua real identidade e as verdadeiras intenções em relação à Laura.
Outras surpresas são reveladas ao longo de 1h50 de duração da película e elas envolvem os laços familiares de Massimo, bem como a dinâmica atuante da máfia italiana hoje.
Para a alegria das Oxigenadas, há um desfile de corpos sarados, especialmente de tanquinhos masculinos no filme. Os deuses, quando vestidos, circulam através dos takes a bordo de ternos bem cortados, sapatos, relógios grifados e joias de marcas renomadas ou com roupas de neoprene, usadas na prática de surfe.
Já o time feminino vem com muitas minissaias, micro shorts, lingeries rendadas, cintas, saltos altíssimos, peças pretas, mas também com tênis branco, calças jeans, moletons, camisetas de algodão e regatinhas. Destaque para o vestido de noiva sereia ostentado por Laura repleto de bordados, fendas e véu quilométrico.
A Netflix já confirmou o feitio do terceiro capítulo da obra e as expectativas estão grandes em relação ao desfecho oficial da trilogia. Se ela for fidedigna aos livros escritos por Blanka Lipinska, com certeza surpreenderá quem está acompanhando as aventuras de Massimo, Laura e Nacho!
“365 Dias: Hoje” é uma boa pedida para aquelas Oxigenadas que buscam aquecer as noites de outono, presentear os olhos com belas imagens da Itália ou de dois Adônis ou para quem curte ouvir uma trilha sonora eclética e composta com 23 canções distintas, inclusive a intitulada “Another Day”, criada por Michele Morrone.
Beijos,

Maria Oxigenada
Foto: reprodução