Musical queridinho de muita gente, inclusive do diretor Steven Spielberg, “Amor, Sublime Amor” é ambientado no bairro Upper West Side, em Nova Iorque, no final da década de 50 e foi inspirado no romance “Romeo e Julieta”, de William Shakespeare.
No entanto, a película também discute a respeito de xenofobia, racismo, transfobia, além da importância da diversidade, do sentimento de pertencimento e do amor na vida dos personagens.
Embates acontecem a todo momento entre dois grupos distintos. São eles: Os Jets (gangue formada por descendentes de poloneses) e os Sharks (gangue formada por porto-riquenhos), mas o motivo atual da rixa é o relacionamento entre Maria (Rachel Zegler), irmã de Bernardo (David Alvarez) e líder dos Sharks, e Tony (Ansel Elgort), ex-líder dos Jets.
O encontro do casal de protagonistas acontece durante a realização de um baile nas dependências do colégio do bairro e enquanto os rivais deslizavam em pares pela quadra poliesportiva.
O problema é que Maria não foi desacompanhada ao evento e estava com Chino (Josh Andrés Rivera). Apesar disso, ela não se importa em dar um perdido no bonito para conversar e conhecer melhor Tony.
O galã, ou melhor, o rebelde acabou de sair da prisão, está em liberdade condicional e trabalhando na farmácia de Valentina (Rita Moreno) para limpar sua ficha, entretanto é constantemente estimulado pelo seu amigo Riff (Mike Faist) a participar de brigas e confrontos.
A narrativa é recheada com números de dança, músicas, com o desenvolvimento de subtramas e com a paixão de Bernardo e Anita (Ariana DeBose). Aliás, Anita protagoniza uma das cenas mais forte do longa-metragem, pois sofre uma tentativa de estupro coletivo, realizada pelos integrantes dos Jets.
Vocês perceberam que o filme é uma miscelânia de polêmicas? Pois é! Agora, o mais surpreende de tudo é que muitas continuam presentes em pleno século XXI e precisando ser discutidas pela sociedade, mesmo que seja através de um produto de entretenimento como este.
“Amor, Sublime Amor” está concorrendo em sete categorias distintas no Oscar de 2022. São elas: melhor filme, melhor direção, melhor atriz coadjuvante (Ariana DeBose), melhor fotografia, melhor figurino, melhor design de produção e melhor som.
A primeira versão da obra feita para as telonas em 1961 abocanhou 10 estatuetas douradas, inclusive a de melhor atriz para Rita Moreno que encarnou o papel da Anita na ocasião.
O interessante do remake é que o diretor Steven Spielberg escalou atores latinos para os papéis disponíveis e optou por não acrescentar legendas nas falas em espanhol. Já na primeira versão do musical, os atores que interpretaram os porto-riquenhos precisaram pintar seus corpos para assumirem características físicas destes.
Outro fato importante de acrescentar é que a atriz Ariana DeBose tem reais chances de conquistar seu primeiro Oscar na cerimônia programada para acontecer no dia 27 de março, pois é destaque na película. Outra que convence no papel interpretado é a atriz Rachel Zegler, especialmente quando solta sua voz.
A boa notícia para quem deseja conferir “Amor, Sublime Amor”, mas está com preguiça de encarar 2h36 minutos de duração do filme nos cinemas é que a película pode ser alugada pela plataforma Disney + e, com isso, você tem a chance de assisti-la confortavelmente em casa, pausando o filme sempre que necessário.
“Amor, Sublime Amor” é um clássico, um dos musicais mais vistos na Broadway, uma obra premiada e que toca em temáticas relevantes, por isso eu a indico!

Maria Oxigenada
Foto: reprodução