As semanas de moda costumam apontar tendências, entretanto olhos mais atentos também observam repetições de modismos entre elas. Apesar disso, a Semana de Moda de Nova Iorque é conhecida por ser mais descolada do que as europeias, entregando produções casuais e peças para serem usadas em desfiles urbanos.
E o que de novo há? De novidade pouca coisa, mas a última edição da NYFW mostrou releituras interessantes, tais como: a do biquini brasileiro feito com fita isolante que na ocasião ganhou o trabalho artístico do estilista Joel Alvarez, do The Black Tape Project, pois ele desenhou bodies com figuras geométricas ao vivo.
Bebendo da mesma fonte, a PatBo apostou em calcinhas super cavadas, bodies com amarrações frontais ou com fios; tudo inspirado na moda-praia dos anos 80. A grife Area também seguiu a mesma trilha do cavadão, inclusive desfilou shorts jeans cavados com plumas.
Já o couro natural foi substituído por látex (Christian Siriano) ou por versões sintéticas como no desfile da Coach. Agora, a novidade da ocasião foram as peças manchadas como visto nos desfiles de Jason Wu e da marca Coach.
A releitura dos looks princesas também aconteceu durante o evento, especialmente nos desfiles de Batsheva Dress e Gabriela Hearst que substituíram os sapatos de cristal por coturnos pesados, botas e plataformas feitas com sisal.
Paralelamente, a marca Proenza Shouler derrubou o conceito de produções femininas impecáveis com a presença de ternos desestruturados e tops sem alça. Enquanto isso, a grife Altuzarra levou para as passarelas corpos reais, curvilíneos e looks destinados as sereias modernas com lantejoulas grandiosas.
A marca Brandon Maxwell foi outra que investiu na moda plus size, no combate ao body shaming, no conforto das peças e na combinação de vestidos de festa com tricôs. Aliás, os tricôs ganharam luminosidade e estilo através de cores fluorescentes, desenhos criados a mão e que resultaram em vestidos, xales e casacos com estética interessantíssima (Gabriela Hearst).
Uma nova roupagem também foi dada ao animal print através das propostas moderninhas e urbanas vistas nas passarelas de Proenza Schouler, Michael Kors e Anna Sui. No entanto, ficou difícil não prestar atenção nas vibrações emitidas pelos neons, especialmente das botas de cano alto e salto fino que chegaram através das convidadas para acender qualquer produção caída.
As luvas coloridas e feitas de couro foram outras que circularam bastante durante a semana de moda americana, mas agora elas alcançaram os cotovelos e estão sendo vistas em suas versões grandiosas (Bibhumohapatra).
Novos aspectos também foram atribuídos as meias compridas, pois durante as próximas estações as pernas estarão protegidas com exemplares estampados, listrados e coloridos (Anna Sui) e não cairão no tédio de suas versões monocromáticas.
E a temporada de outono e inverno pediu uma nova apresentação dos rostos femininos em público com o uso indiscriminado de delineados coloridos, makes brilhantes e as unhas cromadas.
A bem da verdade é que é muito fácil usar e adequar as tendências vistas para o nosso cotidiano porque a semana de moda americana tem esse aroma comercial e as ideias lançadas estão prontas para agradar de imediato mulheres comuns.
Fotos: reproduções