O universo do café é encorpado, rico, saboroso e sedutor! Tanto que a bebida virou tema principal de alguns programas televisivos, tais como: “Tá na hora do café”, “No pé do café”, “Café com TV”, entre outros. Além disso, o café é a segunda bebida mais consumida em todo o mundo, perdendo somente para a água, e ele pode ser consumido de várias maneiras distintas, seja quente, gelado, coado, prensado, espresso, misturado com leite ou bebidas alcóolicas.
Atualmente, o produto também está sendo usado para fazer sobremesas como mousses, bolos e gelados, assim como para construir molhos na intenção de complementar pratos salgados, abraçar filés, cobrir pedaços de lombos suínos ou enovelar-se com massas e legumes cozidos no vapor.
E quem resiste a um cafezinho coado na hora? Para muitos brasileiros a bebida é a primeira companhia do dia, despertando quem quer que seja para as atividades programadas para o período. Uma xícara de café fresco não tem preço, especialmente se estiver acompanhada de uma fatia de bolo saído do forno. Vocês não concordam comigo?
Essa atmosfera aromática e atraente foi o motivo para que a Netflix produzisse a série “Café com aroma de mulher”, remake da novela colombiana de 1994. Ambientada na fazenda Casablanca, a obra conta a história de amor entre a coletora de café chamada Teresa Suárez/Gaivota (Laura Londoño) e o empresário Sebastián Vallejo (William Levy), filho do cafeicultor e fazendeiro Octávio Vallejo (Luís Eduardo Motoa).
O casal trava várias batalhas para ficar junto, especialmente porque a família de Sebastián é contra o relacionamento dos dois e faz questão de evidenciar as diferenças sociais, econômicas, educacionais e culturais da dupla.
No entanto, a narrativa é recheada por tramas secundárias sobre brigas entre irmãos por heranças familiares, além de episódios de traições, corrupção, racismo, homofobia, feminicídio, golpes virtuais e muitas outras vilanias praticadas por Ivan Vallejo (Diego Cadavid), irmão de Sebastián, por Lucia Sanclemente (Carmen Villalobos), ex-namorada do protagonista, e por Carlos Mário (Ramiro Meneses), o escroque da série.
O interessante de “Café com aroma de mulher” é que seu enredo envolve o espectador, criando ganchos para que emende um episódio no outro. Outro fato é que a trama não é construída em cima de episódios de violência urbana porque a verdade é que todo mundo já está cansado dessa temática tão explorada pelos folhetins da atualidade, né!?
“Café com aroma de mulher” possui um ritmo acelerado de acontecimentos, diferente da dinâmica imaginada para as obras ambientadas no campo. Isso sem dizer na boa atuação de todo o elenco, especialmente de Carmen Villalobos e Diego Cadavid. Em vários momentos da maratona feita, eu me peguei torcendo pelos vilões e rindo das tramoias criadas pela dupla.
Já a trilha sonora de “Café com aroma de mulher” é composta por músicas chiclete, ou seja, por canções que grudam na mente do espectador, estimulando-o a cantarolá-las mesmo depois do término de cada capítulo. A maioria delas é interpretada pela protagonista da obra Laura Londoño, sendo que “Gaviota”, “Como si nada”, “Como um cristal”, “Mal Amor”, “Sombra de su amor”, “Sangra tu corazón”, “Amor qué me hiciste” são as mais executadas ao longo dos episódios.
E apesar de “Café com aroma de mulher” estar repleta de clichês e pieguices, a série é divertida, gostosa de ser saboreada e indicada para ser degustada ao entardecer ou nos minutos antes de dormir.
A má notícia é que não haverá uma segunda temporada de “Café com aroma de mulher” e o espectador precisará se contentar com os 88 episódios que compõem a primeira e única temporada. Cada um dos capítulos tem 45 minutos de duração e apesar da história ter sido revisada e reescrita, sua espinha dorsal continua a mesma, por isso a decisão dos produtores de não prolongar ou desdobrar o produto.
Eu gostei!

Maria Oxigenada
Foto e video: reproduções