A cerimônia do Bafta (Academia Britânica de Cinema e Televisão) está agendada para acontecer no dia 13 de março e a corrida pelos prêmios já começou! Os filmes “Duna” e “007 – Sem tempo para morrer” são alguns dos candidatos que estarão no páreo, especialmente marcando presença nas disputas técnicas, tais como: melhor trilha sonora, som, efeitos visuais, direção de arte, fotografia e edição.
Eu os conferi nos últimos dias de 2021, mas somente agora me senti motivada a comentá-los com vocês. “Duna” é a adaptação do livro escrito por Frank Herbert e é uma aventura de ficção científica, ambientada entre o espaço e o deserto de Arrakis.
Já “007 – Sem tempo para morrer” é um filme de ação, o quinto da franquia estrelada por Daniel Craig e a despedida oficial do ator. Ambientado em dias atuais, a aventura se desenvolve entre países europeus, do Reino Unido, Cuba e Jamaica, mas não faz menção alguma a pandemia, pois foi rodado em 2019.
E por mais surpreendente que isso possa parecer, as similaridades entre as duas películas não se encerram diante do alto cuidado dispensado em seus acabamentos, alinhavos e suas edições, pois elas discutem o potencial destrutivo da humanidade, bem como as conspirações políticas existentes e os legados deixados pelas autoridades para as próximas gerações.
No entanto, “Duna” vai além nas conversas travadas com o espectador e ainda aborda temáticas de cunho ecológico, sustentável, religioso e filosófico para poder traçar a jornada de herói do protagonista Paul Atreides (Timothée Chamalet), pois o herdeiro do trono tem a missão de mudar o arranjo político do império galáctico.
Contra ele há a escassez de água, a miséria da população, a presença e ataque de vermes de areia e o confronto de lideranças intergalácticas. E a pergunta que o espectador faz é se o personagem tem maturidade para enfrentar tantas mudanças e desafios?
Já em “007- Sem tempo para morrer”, James Bond (Daniel Craig) é veterano em despachar vilões e em se desvencilhar de armações e emboscadas para salvar o mundo, mas desta vez o personagem se depara com uma arapuca inédita que aprisiona sua própria família.
O interessante é que o herói frio, calculista e mulherengo é deixado de lado e não se concretiza diante de nós na telona, pois todas as suas experiências passadas deixaram cicatrizes e marcas na história de vida do personagem e por esse motivo ele surge mais reflexivo, mas igualmente ativo.
E falando em atividade, a mental é grande para quem se propõe a conferir qualquer uma das duas obras porque o baile continua rolando e ainda não sabemos o futuro e desfecho de Paul na segunda parte de “Duna”, programada para estrear em 2023, ou quem será o ator ou atriz que substituirá Daniel Craig nos futuros filmes do 007 porque o seu ciclo dentro da franquia já acabou.
Para quem ainda não assistiu a nenhum dos dois filmes, o meu conselho é para irem preparadas ao cinema, pois tanto “Duna” quanto “007- Sem tempo para morrer” são filmes com mais de 2h30 minutos de duração, contam com barrigas narrativas, cenas dispensáveis e ritmo cansativo.
Apesar disso, eu indico ver ambos por vários motivos. São eles: pelo entretenimento, para ter experiências multissensoriais, para observar os detalhes que compõem essas duas obras fictícias e para as Oxigenadas que ousam imaginar o futuro dos seres vivos sem a ação de heróis, sem a abundância de recursos naturais e com a multiplicação de vilões.

Beijos,

Maria Oxigenada
Foto e vídeo: reproduções