Alguma vez vocês já tiveram crises de riso em momentos inapropriados? Confesso que sou veterana na situação e isso acontece nos lugares mais bizarros do mundo! A última vez que disparei a rir ininterruptamente foi dentro do teatro e enquanto acompanhava um concerto natalino.

O Fê me convidou para assistir ao evento achando que ele se tratava da encenação do balé “O Quebra Nozes”, mas a luz de velas. Imediatamente, fantasiei os bailarinos rodopiando entre as chamas e em um espetáculo jamais visto anteriormente.
Para a ocasião, eu montei no jegue e caprichei na produção. Cheguei ao local feliz da vida e balançando as mãos dadas com o Fê. Logo de cara, estranhei a ausência de crianças e adolescentes no hall de entrada, pois este é um espetáculo infanto-juvenil e me surpreendi com a presença de idosos.
O palco estava tomado por velas, árvores de Natal iluminadas e confesso que desconfiei que os bailarinos não teriam espaço físico suficiente dentro da caixa cênica para executarem a coreografia. No entanto, dei asas para a imaginação e conclui mentalmente que nós assistiríamos a um balé aéreo com o corpo de baile suspenso por cabos de aço. Ledo engano!
Depois que as luzes se apagaram, um sexteto de cordas adentrou o palco, posicionando-se em um semicírculo diante das árvores de Natal e iniciando os trabalhos musicais.
Eu e o Fê percebemos que não se tratava de um espetáculo de dança após o fim do primeiro número e que o repertório apresentado seria construído com as músicas de Tchaikovisky que também fazem parte do balé “O Quebra Nozes”.
E quando os olhos do Fê cruzaram com os meus, nós dois caímos na risada. O escuro da sala não impediu que a funcionária do teatro se aproximasse e nos convidasse a sair da sala por alguns minutos na intenção de recuperarmos nossa sanidade e educação.
Deixamos o espaço às gargalhadas e foi preciso tomar uma garrafinha de água para apaziguarmos os tremores laterais de nossos lábios. Após 10 minutos, nós retornamos ao ambiente através da saída de emergência, nos sentamos em duas cadeiras vagas próximas a ela e ficamos preparados para uma segunda onda de risadas.
Felizmente, ela não nos derrubou e nós pudemos mergulhar na atmosfera intimista criada por três violinos, um violoncelo, um baixo e uma viola. Com 60 minutos de duração, o espetáculo musical contou também com obras de Ludwig Van Beethoven, Arcagelo Corelli, George Frideric Handel, Johan Strauss e outras canções populares como “Pinheirinho de Alegria”, etc.
Agora, o caldo aconteceu na saída do show, pois amargamos 1h10 minutos dentro do carro e no congestionamento existente no parque. Inacreditável! Ainda bem que minutos antes nós dois tínhamos descarregado as tensões e o stress do dia com as risadas dadas e ainda estávamos sob os efeitos das endorfinas, substancias químicas que proporcionam bem-estar físico e mental, pois caso contrário eu tinha surtado, há, há, há…
Para quem está precisando de um empurrãozinho para entrar no clima natalino este ano, então a dica é conferir ao espetáculo “Candlelight Natal: O Quebra Nozes de Tchaikovsky a luz de velas” ou ver o balé homônimo que está em cartaz no teatro Alfa ou assistir aos filmes sobre a temática.
Até a próxima aventura,
Maria Oxigenada

Serviço:
Onde: Auditório Oscar Niemeyer, localizado dentro do Pq. Ibirapuera.
Quando: 16 de dezembro de 2021.
Horário: às 19h e 21h.
Preço: entre R$ 73,00 e R$ 194,00.
Foto: reprodução