O alerta vermelho já tinha sido acionado depois de observar a migração em massa de artistas e talentos nacionais para as plataformas Netflix e HBO Max. E quem ganha com isso somos nós que aumentamos as nossas chances de entretenimento doméstico e diversão barata.
O lançamento do filme “Alerta Vermelho” no início de novembro foi rodeado por grandes expectativas, pois esta foi a película mais cara já produzida pela plataforma de streaming, somando US$ 200 milhões. Além disso, a obra conta com a atriz Gal Gadot e os atores Ryan Reynolds e Dwayne Johnson em seu elenco.
A aventura mistura ação, espionagem e começa com o agente do FBI John Hartley (Dwayne Johnson) na cola do Bispo (Gal Gadot), a maior ladra de obras de arte do momento e exímia enxadrista, por isso tal apelido. A princípio, ele conta com a ajuda de policiais italianos, especialmente o trabalho da agente Ritu Arya (Urvashi Das) para encontrá-la entre as ruas, monumentos e cidades históricas europeias.
No entanto, a caçada torna-se mais interessante depois que John Hartley faz um “acordo de cavalheiros” com Nolan Booth, o segundo maior ladrão de obras de arte do mundo. Os dois personagens dividem não somente os melhores diálogos da obra escrita por Rawson Marshall Thurber, como também as melhores cenas de ação, lutas e explosões no intuito de capturar Bispo.
Eu nem preciso dizer que a química sob os holofotes entre os atores Ryan Reynolds e Dwayne Johnson está nas alturas e os dois profissionais possuem além de timing para a comédia, a certeza de que suas caras e bocas têm condições de extrair risadas genuínas dos espectadores.
Quanto à atriz Gal Gadot, é sempre bom vê-la em ação e sem estar protegida atrás do escudo e do laço dourado de Mulher Maravilha, né!? Agora, a surpresa da película ficou por conta da participação especial do cantor e compositor inglês Ed Sheeran.
Outro ponto positivo do filme são as locações escolhidas pela produção da obra. Destaque para a sequência cênica rodada dentro de uma mina de carvão e para outros takes feitos em frente ao Museu do Louvre (Paris), nas areias de praias tailandesas ou dentro de museus italianos.
“Alerta Vermelho” apresenta algumas gafes, inclusive geográfica, e peca na localização da Argentina, pois identifica o país como pertencente à região sul do Brasil. Outro erro grosseiro da produção foi que no local não há a existência de uma floresta tropical e os gaúchos gozam do contato com outro tipo de bioma natural.
O fato é que a recepção do filme pelos assinantes da Netflix foi positiva e os realizadores de “Alerta Vermelho” estão animados e já cogitam fazer a segunda parte desta aventura, mas sem tantas restrições e cuidados, pois o original foi filmado durante a pandemia.
Para quem curte acompanhar heróis e anti-heróis em ação, desviando de tiros, sobrevivendo às explosões e acidentes, então a minha sugestão é mergulhar na história contada por “Alerta Vermelho” e tentar não perder o folego entre uma cena e outra.
Beijos,

Maria Oxigenada
Foto e video: reproduções