“Confissões de adolescente” virou filme, peça de teatro e série com 49 episódios. Esta foi protagonizada pelas atrizes Deborah Secco, Georgiana Góes, Maria Mariana e Dani Valente. Já a película recém-lançada “Confissões de uma garota excluída” conta com uma personagem principal e seu nome é Tetê (Klara Castanho).

Em comum, as duas obras são ambientadas no Rio de Janeiro e retratam o cotidiano das adolescentes, bem como suas descobertas em relação ao corpo, à sexualidade, além de medos e inseguranças típicos da idade e a construção da autoestima.

De distinto, a primeira fez um retrato dos jovens dos anos 90 e a segunda tem como foco a geração Z ou nativos digitais, pois nasceram numa época em que a percepção em relação aos dispositivos tecnológicos é algo mais que natural.

O interessante de “Confissões de uma garota excluída” é que nós observamos uma outra faceta do bullying e episódios praticados por familiares, pois Tetê faz o gênero introvertida, melancólica e com dificuldades em fazer amigos.
Sua tribo é a dos excluídos na escola e é composta por outros dois integrantes de sala de aula. São eles: Davi (Gabriel Lima) e Zeca (Marcus Bessa). O trio, especialmente Tetê, é alvo de zoações dos populares do pedaço como Valentina (Júlia Gomes) e sua BBF Laís (Fernanda Concon).
A sororidade não é deixada de lado na obra, surgindo em momentos transitórios da narrativa ou transvestida por falsianes de plantão. Vocês sabem bem como é, né!? Achei curiosas as voadoras finais distribuídas entre as minas!
Apesar disso, o roteiro escrito por Thalita Rebouças está repleto de clichês, de resoluções simplistas e de um desfecho comum. A experiência da atriz Klara Castanho contribui para que os espectadores classifiquem “Confissões de uma garota excluída” em uma obra simpática, voltada para toda a família e que vale a pipoca.
No entanto, é lamentável constatar as dificuldades de alguns jovens atores em desenvolverem cenas dramáticas, particularmente as que envolveram lágrimas, e as que exigiam a adoção de posturas corporais coerentes com este estado de espírito.

“Confissões de uma garota excluída” é um bom programa para os dias preguiçosos, para quando desejamos conferir algo leve nas plataformas digitais ou para quando queremos constatar que algumas coisas não mudam no comportamento humano, apesar da passagem do tempo e do desenvolvimento tecnológico.
Até a próxima aventura,

Maria Oxigenada