É! Este ano é de despedidas! Depois da franquia “Para todos os garotos que já amei”, agora chegou a vez do ponto final da trilogia “A barraca do beijo”. E por mais incrível que isso possa parecer as duas obras abordam as mesmas temáticas em seus capítulos finais, ou seja, o amadurecimento dos seus protagonistas, bem como o encerramento de ciclos de cada um deles.
A terceira parte da película “A barraca do beijo” começa com Elle (Joey King), Lee (Joe Courtney) e Noah (Jacob Elordi) curtindo as férias de verão na casa de praia da família Flynn. Durante o período, os melhores amigos desenterram uma lista de desafios feita em verões passados e propõem cumprir cada uma das atividades descritas nesta antes da entrada oficial na universidade.
A diversidade da lista é um dos pontos cômicos da obra, pois há desde promover festas pé na areia, como também visitar alguns pontos turísticos como o aquário e o parque aquático local, além de saltar de paraquedas, congelar o cérebro com o consumo de bebidas geladíssimas, degustar donuts em lugares inusitados, jogar fliperama e dançar na máquina pump it up. No entanto, as melhores cenas recaem sobre a corrida de kart promovida pelo grupo e o flash mob feito em um restaurante fino e ao som de “Shut up and dance”, da banda Walk the Moon.
Paralelamente, há o drama vivido por Elle sobre a escolha de qual universidade cursar. Ela está na dúvida entre Harvard e Berkeley, pois se escolher a primeira ficará perto de Noah e longe de seu melhor amigo. Já se escolher a segunda, continuará gozando da companhia de Lee, mas estará a quilómetros de distância de seu grande amor.
Outro dilema enfrentado por Elle durante o verão é que ela precisa administrar os ciúmes de Noah em relação a Marco (Taylor Zakhar Perez) porque o bonito volta a marcar presença na vida da protagonista e atormentar o casal. E como é difícil resistir ao charme, ao sangue latino e ao taquinho ostentado por Marco, héin!? O bicho pega!
E como no filme “Para todos os garotos que já amei”, aqui também há o desenvolvimento de arco narrativo da protagonista feminina através do seu empoderamento pessoal e depois que a personagem resolve tomar as rédeas de sua vida após ter uma conversa franca com a sra. Flynn (Molly Ringwald).
O desfecho de “A barraca do beijo 3” é diferente do encontrado no livro escrito por Beth Reekles, o que desagradou alguns fãs que já conferiram a película. Além disso, os acontecimentos finais desenrolam-se aceleradamente, há um salto de seis anos na narrativa e somente nos últimos minutos dela o espectador é surpreendido com as escolhas profissionais de Elle.
No entanto, a barraca de beijos que marcou a trilogia não foi esquecida, aparece nas cenas finais do terceiro capítulo e no momento de reencontro dos personagens após um longo período afastados um do outro com a intenção de amarrar os fios soltos e servir de testemunha para novos capítulos dessa história de amizade, amor e cumplicidade entre Lee, Elle e Noah.
Falando nisso, muito do sucesso desta trilogia se deve à química exalada entre os seus atores, especialmente entre Joey King e Joe Courtney. É impossível não se comover diante da cena de despedida dos amigos, onde há a regressão dos personagens à infância e adolescência e fica perceptível aos olhos do espectador por quantas aventuras a dupla passou até aquele momento.
O fato é que a convivência desde 2018 foi boa, mas agora é hora de dizermos adeus aos personagens, permitindo que eles façam parte de nossas lembranças cinematográficas e sejam armazenados carinhosamente em cantinhos de nossos corações quarentenados.
Leve, divertida e indicada para as noites descompromissadas de agosto!
Maria Oxigenada

Foto e vídeo: reproduções