A pandemia acelerou o desenvolvimento de várias tecnologias e plataformas. Agora é possível fazer reuniões, assistir aulas, peças teatrais, shows musicais, espetáculos de dança e de circo, assim como fazer provas, passar por processos seletivos, assinar documentos e contratos, além de encontrar amigos; tudo on-line e no conforto de sua própria casa.
Ela também deu fôlego e uma nova roupagem a outros veículos de comunicação porque o podcast atual é o bom e velho rádio camuflado, com conteúdo diverso, onde é possível ouvir notícias do cotidiano, sobre cultura pop, ciências, humor e comédia, história, política e até meditação; basta possuir um telefone, computador ou tablet com acesso à internet e pronto! A mágica tá feita!
Nossos ouvidos estão abertos ao novo e o Brasil já é o segundo maior consumidor de podcasts do mundo. Tá bom para vocês? Para mim não é surpresa alguma a adoção à plataforma porque brasileiro sempre gostou de rádio, tanto é verdade que gozou de uma Era de Ouro, produziu várias rádio-novelas, apresentações musicais e criou uma programação cultural diária de dar inveja a roteiristas e proprietários de emissoras de TV.
A diferença atual é que você não precisa passar o dia sentado ao lado do aparelho de rádio como acontecia no passado, podendo acessar os conteúdos que lhe interessa em qualquer momento do seu dia, pois os podcasts estão disponíveis 24 horas.
Confesso que eu adentrei esta nova aventura ouvindo palestrantes renomados, especialistas em saúde e jornalistas estrangeiros; tudo na intenção de melhorar meu listening e meu inglês, mas passada a empolgação inicial eu descobri uma infinidade de possibilidades e parti para a escuta de contos para trabalhar a imaginação e criatividade.
Daí para alcançar as histórias clássicas do teatro e da dança foi um pulo! A São Paulo Companhia de Dança (SPDC), por exemplo, lançou podcasts “Contos de Balé” como “Giselle”, espetáculo estreado em 1841 com coreografia de Jules Perrot, Jean Coralli e libreto de Théophile Gautier.
O ouvinte acompanha a história de amor da jovem aldeã por Albrecht, um nobre disfarçado de camponês. Ao descobrir a farsa e que estava sendo enganada pelo amado, a personagem morre e se junta à willis (espíritos de moças que partiram antes do casamento e se dedicam a levar os homens que delas se aproximam até seu fim). No entanto, o amor de Giselle por Albrecht continua tão grande que ele salva o personagem da maldição.
A narração deste décimo episódio é de Inês Bogéa e Luca Baldovino e é uma adaptação de um conto retirado do livro “Contos de Balé”, da bailarina, diretora de dança, escritora e documentarista Inês ogéa.
Surfar pelas ondas dos podcasts é algo interessante e único! Para isso, basta que você baixe em seu celular um “agregador” de podcasts, se cadastre no aplicativo, além de se inscrever nos de sua preferência e partir para o abraço, ou melhor, para a escuta.
Para as que desejam acompanhar o drama de Giselle, então a dica é entrar no perfil da SPCD no Youtube ou no Spotify e saber como sua história de amor terminou, se de maneira trágica ou feliz.
Oxigenadas, abram os ouvidos do tamanho de um gramofone para a novidade!
Maria Oxigenada

P.S: Já para aquelas que são visuais e preferem assistir a performance da companhia de dança, saibam que o sexto episódio da websérie “SPCD na Estrada” saiu recentemente e o cenário escolhido é a cidade de Salto, onde as gravações foram feitas junto às margens do rio Tietê e no Pavilhão das Artes, espaço que integra o Complexo Turístico da Cachoeira e um dos pontos turísticos da região.
Foto: reprodução