A exposição “Amilcar de Castro – Na dobra do mundo” é um presente para quem continua cabrera de estar em espaços fechados e com o ar-condicionado bombando, pois é possível visualizar parte das esculturas do artista na área externa do museu.
Essas esculturas foram feitas de chapas de aço e sofreram cortes e dobras, transformando-se em figuras geométricas com equilíbrio instável e ângulos interessantes. Logo de cara, o visitante depara-se com uma escultura gigantesca vertical na entrada do lugar, mas ao seguir pelo trajeto criado pelo curador da exposição percebe que as demais brincam com as nossas percepções e imaginários.
Outras obras de Amilcar de Castro podem ser vistas no interior do museu e diferente das encontradas na parte externa são esculturas feitas em vidro, madeira, granito e aço inoxidável, bem como pinturas, desenhos e gravuras. Há uma sequência de quadros P&B criados a partir de cerdas naturais de vassouras no lugar dos pincéis, mas o destaque é mesmo o painel central feito com tinta vermelha e preta e que vale perder alguns segundos diante dele.
O interessante é que o visitante também pode acompanhar a montagem da exposição através da visualização de vídeos mostrados no final desta e perceber quão trabalhosa ela foi aos seus organizadores. Além disso, entrevistas com artistas, curadores e professores da área também estão à disposição tanto lá, como no site do MuBE na intenção de explicar a trajetória do artista, suas referências, seu processo criativo e sua relevância neste momento.
Outro ponto positivo é que as esculturas de Amilcar pode tocar até mesmo quem não está acostumado a visitar museus, pois é possível vê-las da calçada que circunda o local ou por quem passa de carro, ônibus, bicicleta ou outro meio de transporte pela avenida Europa ou pela rua Alemanha.
A minha dica é: agende sua visita logo pela manhã e enquanto o sol está batendo nas esculturas, pois com a luz do dia é possível perceber a ação do tempo sobre as chapas de aço, bem com as sombras criadas entre os quadrados, círculos, retângulos e triângulos. E aproveite a oportunidade para pegar uma corzinha ou tomar um sol no rosto sentada nos bancos de concreto ou madeira espalhados pela marquise do MuBE.
Que experiência revigorante foi essa! Eu a indico!
Maria Oxigenada

Serviço:
Onde: Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE), localizado na rua Alemanha, 221.
Quando: de quinta a domingo, das 11h às 17h. Agendar sua visita através do site: www.mube.space
Preço: grátis.
Foto: reprodução