Pois é! Foi colocado ponto final na trilogia juvenil iniciada em 2018 e que agora cela o destino dos protagonistas: Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo). E que destino foi esse, Oxigenadas!?
Na cabecinha criativa da personagem principal, ele já tinha sido traçado com todas as cores de uma comédia romântica, ou seja, ela passaria a vida ao lado de Peter, pois os dois iriam para a Universidade de Stanford e após o término do curso de literatura, Lara Jean começaria a escrever para um veículo de comunicação renomado, se casaria com Kavinsky e formaria uma linda família.
No entanto, o destino lhe prega uma peça e o planejado não acontece porque Lara Jean não foi aceita em Stanford, forçando a personagem principal a construir um plano B para si longe de seu amor do segundo grau.
Neste ponto da aventura é que os conflitos começam a acontecer porque um dos temores da personagem é exatamente o de manter um relacionamento à distância e não ter maturidade suficiente para suportar as saudades e a ausência física de Peter. Além disso, ela precisa decidir-se entre outras duas faculdades em que foi aprovada…
Tudo se complica ainda mais depois que sua classe faz uma visita ao campus da Universidade de Nova Iorque e Lara Jean se encanta não só pela biblioteca local como também pelo estilo de vida cosmopolita de lá. O problema é que Nova Iorque fica a 5 mil quilómetros de distância da Califórnia, Estado onde está a Universidade de Stanford.
E como dizer tudo isso para Peter? Como era de se esperar, a protagonista empurra com a barriga a decisão de contar a verdade, criando mal estares entre os dois, mas quando o faz, vomita tudo de uma única vez e azeda a relação do casal.
O bacana é que neste interim a dupla precisa encerrar outros capítulos de suas vidas, como participar da cerimônia de colação de grau e do baile de formatura de sua turma, além do casamento do Dr. Dan (John Corbett) e Trina (Sarayu Blue).
Neste terceiro filme as participações de Kitty (Anna Cathcart) e Margot (Janel Parrish), irmãs de Lara Jean, são diminutas e a grande ausência sentida na película é a de John Ambrose (Jordan Fisher). Entretanto, o casal formado por Christine (Madeleine Arthur) e Trevor (Ross Butler) ganha um desfecho compatível com os melhores filmes água com açúcar.
Já o final dos protagonistas é inesperado e surpreende justamente porque é aberto para possíveis continuações da história e para que o espectador imagine o futuro dos dois e como as lacunas de suas vidas universitárias foram preenchidas.
“Para todos os garotos que já amei: agora e para sempre” é uma obra que ostenta um roteiro simplista, mas continua contando com atores carismáticos e com ótima química cênica!
A caracterização deles é outro ponto alto da película, especialmente da personagem feminina que desfila pelas cenas com looks casuais construídos com jaquetas bombers, vestidos mídi, saias com abotoamento frontal, malhas, moletons, mas também com vários modelos festivos contendo saias armadas e cinturas marcadas e ao som de uma trilha sonora criada com músicas do “Bad Bad Hats”, “Girls Generation”, “Blackpink”, “Spice Girls”, “Lauv”, “Ashe”, “Oasis”, “Tears for Fears”, “The Crystals” e tantos outros artistas bacanas.
Para quem curte comédias juvenis e deseja assistir a um filme leve, adocicado e que contenha dramas, alegrias e questões que envolvem esta fase tão complicada da vida, eu o indico.
Beijos,

Maria Oxigenada
Foto e vídeo: reproduções