A semana de moda italiana evidenciou quais serão as figurinhas repetidas e as peças curingas na próxima estação, pois foi acompanhando desfile por desfile que foi possível identificar quais serão as tendências para o outono e inverno 2021. São elas:
– Ternos:
Os queridinhos do momento, os ternos surgem acompanhados de coletes, em versões maximizadas e compostas com pantalonas ou calças flare. Alguns também apresentaram recortes próximos aos seios (Moschino), outros foram costurados em veludos, especialmente os molhados (Armani) ou feitos com tecidos riscados (Etro e Moschino). Destaque para o terno de veludo molhado azul marinho com acabamento em rosa da marca Armani.
– Macacões:
Sai temporada e entra temporada de desfiles e eles continuam firmes e fortes! Os macacões surgiram com barras plissadas (Missoni), grudados no corpo e evidenciando as curvas femininas (Prada) ou feitos de veludos (Armani).
– Malhas:
As produções confortáveis não perderam o posto de queridinhas da quarentena, especialmente as criadas com peças feitas de linha, lã ou algodão cru. Malhas sobrepostas (Brunello Cucinelli), casacos extra large, vestidos longos, ponchos e pelerines estão na ordem do dia, bem como moletons. Destaque para os tricôs gigantes da label Marni e para o look apresentado pela grife Missoni construído com calça pantacourt + moletom + botas.
– Peles falsas:
O outono e inverno deste ano pegará fogo com o uso de sobretudos, casacos, vestidos e coletes feitos com peles falsas. Tanto a marca Alberta Ferretti como a Prada investiram na ideia, mas o destaque recaiu sobre a segunda label que apresentou casacos de peles revestidos internamente com paetês. Um luxo só!
– Plumas e franjas:
Seguindo o raciocínio de atribuir movimento e dinamismo às produções, o uso de plumas nas barras de vestidos e saias ou franjas em camisas e casacos tornou-se uma realidade atual. A marca Fendi inovou o conceito e acrescentou franjas nas golas de suas peças, mas a grife Etro varreu os olhares das espectadoras na direção de casacos com franjas compridas de couro ou feitos de pelica.
– Estamparia:
Ninguém tira o cedro do xadrez como a estampa perfeita para o outono e inverno. Tanto é verdade que a marca Max Mara apostou em uma versão minimalista da print, além do clássico xadrez tartan, mas a marca n 21 jogou suas fichas numa variação da estampa, ou seja, no quadriculado.
As listras também ultrapassaram os limites do verão e alcançaram as estações de temperaturas mais brandas. Os traços horizontais azuis e brancos que caracterizam o estilo marinheiro foram ancorados em prol das listras coloridas e alegres (Missoni).
E apesar das flores serem estampas típicas da primavera, elas apareceram na ocasião discretamente e por cima de fundos escuros. Destaque para o vestido trapézio florido apresentado pela grife Vivetta e para o casaco decorado com estampa floral da marca Antônio Marras.
Já a estampa que transbordou delicadeza durante o evento foi a de coração. Ela esteve presente de várias formas, seja bordada como no vestido tomara-que- caia vermelho da marca Moschino ou construída a partir das várias camadas de tule como no vestido tie-dye da label Vivetta.
– Golas altas ou cerradas:
Escudos protetivos foram levantados na ocasião e em quase todos os desfiles vistos através do uso frequente de blusas de golas nas alturas e colarinhos fechados. Destaque para a camisa com jabot e gravata de fita apresentada pela marca n 21 e para as golas altíssimas da label Sportmax.
– Patchwork:
O reaproveitamento de retalhos e tecidos pelos estilistas é uma realidade de hoje e a marca Etro mais do que qualquer outra soube unir tendências passadas com as atuais em peças únicas e coloridas como calças com bolsos grandiosos. Outras que também recorreram aos retalhos para construir mosaicos fashion foram as grifes Moschino e Armani.
– Calças e bermudas justíssimas:
A circulação das calças fusos coloridas e de bermudas ciclistas não se restringem mais aos templos de malhação e parques. Faz um tempo que elas estão flanando por outros ambientes através de criações de produções feitas com saias e vestidos como na versão exposta pela Prada ou vista no desfile da marca Philosophy, ou ainda, em parceria com tops cropped com mangas compridas e maxi casacos ou sobretudos longos e com texturas como observado no desfile da marca Missoni.
Na contramão do modismo, a marca Tods mostrou bermudas soltas nas pernas e usadas em conjunto com mocassins bicolores e jaquetas feitas com tecidos impermeáveis, perfeitos para os dias chuvosos ou de ventanias.
– Cabeça para baixo:
A marca Maison Margiela inverteu a ordem das coisas, expondo em suas peças etiquetas, forros e costuras, além de evidenciar detalhes das costas na parte frontal dessas e esconder bolsos de jaquetas jeans.
Em contrapartida, a Philosophy aumentou a visibilidade de sua marca com o desfile de brasões e iniciais da fundação posicionados no lado esquerdo de camisas, jaquetas, blazers usados em conjunto com saias pregueadas e plissadas, numa releitura aos uniformes estudantis americanos.
– Acessórios:
Bonés, chapéus de abas largas, boinas, lenços, além de bolsas com alças curtas ou molengas, correntes douradas, colares com fechos imitando mosquetões, assim como as botas de cano alto, estampadas ou os sapatos masculinizados fizeram várias entradas durante os desfiles virtuais e foram muito aplaudidos, mas ninguém conseguiu superar o desejo pelas luvas com niqueleira acoplada ao dorso da mão da Prada ou a bolsa rosa no formato de ankle boots da Moschino. So cute!
Foto e vídeos: reproduções