O filme é a adaptação do musical “The Prom”, sucesso na Broadway em 2018, e foi dirigido por Ryan Murphy, o mesmo da série televisiva “Glee: Em busca da fama”. A obra está concorrendo em duas categorias distintas na cerimônia do Globo de Ouro de 2021. São elas: melhor filme de comédia ou musical e o ator James Gordon como melhor ator de comédia ou musical.
O título da película já entrega do que o filme versa, ou seja, da festa de formatura de segundo grau de uma galera residente no Estado de Indiana (USA). Entretanto, ir para pista com este enredo simplista e batido acrescentaria muito pouco aos espectadores, então a intenção do diretor é discutir a diversidade, a ascensão do pensamento conservador e os preconceitos em relação à comunidade LGBT+.
É! Essa é outra temática que vira e mexe cai na boca do povão! Na película, a estudante Emma (Jo Ellen Pellman) é impedida pela Associação de Pais e Mestres de ir à festa acompanhada de sua namorada e o assunto torna-se um dos mais comentados nas redes sociais.
Tanto que os atores em decadência Dee Dee Allen (Meryl Streep) e Barry (James Cordon) resolvem viajar até o local para apoiar a garota, chamando a atenção da imprensa para o episódio. No meio do caminho, eles ganham o reforço de Angie Dickinson (Nicole Kidman) e Trent (Andrew Rannells), outros dois artistas fracassados da Broadway.
O burburinho em torno do assunto aumenta e a comunidade local permite que o casal homossexual e alunos portadores de deficiências físicas tenham uma despedida oficial e um baile de formatura para chamar de seu. O problema é que a Associação de Pais e Mestres dá uma voadora nos personagens, organizando um segundo baile somente para eles sem a presença dos demais alunos.
Tá bom para vocês?
Paralelamente à história principal, o espectador acompanha o desenrolar do romance entre Mr. Greene (Kerry Washington), diretor da escola de Emma, e a atriz Dee Dee Allen, além da reaproximação do ator Barry com sua mãe e história de vida, pois ele também sofreu horrores na adolescência com os episódios de intolerância paterna simplesmente por ser gay.
“A festa de formatura” é um filme musical com os atores soltando a voz sob os holofotes e dançando no meio da rua, bem como uma obra com cenas de humor absurdo e com o equilíbrio entre passagens dramática e outras de riso fácil.
Outro fato é que sua trilha sonora é construída com boas músicas, mas nenhuma memorável como visto em outros musicais. Apesar disso, a cena em que a atriz Meryl Streep canta “It´s not about me” é incrível! Outro destaque recai sobre a atriz Nicole Kidman que se mostra completamente à vontade no papel, entregando uma participação leve e sem estar preocupada com julgamentos e críticas.
Sem dúvida alguma, o figurino ostentado pelos personagens durante o longa metragem é o ponto alto deste, pois conta com muitas peças de paetê, com brocados, transparências, além de vestidos curtos rodados, malhas com decotes em V, saias pregueadas, jaquetas bomber, smokings coloridos e brilhantes, camisas com jabot, ternos com cheirinho de naftalina e golas altas.
“A festa de formatura” é um filme agradável de ser visto, termina em alto astral e com os protagonistas felizes e realizados, mas a pergunta que fica é: e na vida real? Vocês acham que o desfecho seria o mesmo? Acho que não, né! Prova disso foi o ponto final dado a participação de Lucas Penteado no Big Brother Brasil após beijar ao vivo e em uma festa promovida pelo programa o Gil, outro participante do reality show.
E vocês sabem o que mais me surpreende? O assunto ser mais comentado nas redes sociais e entre rodinhas de amigos e familiares do que as quase 250 mil vítimas de Covid no Brasil! Isso sim deveria ser motivo de indignação, revolta e buchicho entre a população brasileira!
Por fim, eu não acredito que “A festa de formatura” consiga desbancar seus concorrentes na cerimônia do dia 28 de fevereiro, especialmente o ator James Gordon que entrega ma interpretação caricata. Apesar disso, eu estou na torcida pela obra!

Beijos,

Maria Oxigenada
Foto e vídeo: reproduções