De novo, de novo! Este é um dos bordões usados pelo personagem Baby, caçula da Família Dinossauro, série televisiva que fez sucesso no Brasil nos anos 90. E a escolha por usá-lo na abertura deste texto é porque vou me utilizar do artifício da repetição para falar novamente sobre películas que estão explorando a temática natalina.
Parece que este ano elas ganharam força, estão fazendo a alegria de outras famílias, além da Dinossauro, e estão conquistando a preferência dos espectadores e assinantes de plataformas digitais, pois estão entre os filmes mais vistos semanalmente.
É! A missão é entreter, divertir e favorecer a circulação do espírito natalino desde já, mas também nos lembrar do real significado da data comemorativa, pois o Natal é confraternização, é partilha e, especialmente, é olhar o próximo com olhos de amor e é exatamente isso o que o protagonista do filme e comandante Andrew Jantz (Alexander Ludwing) faz todos os anos.
Às vésperas do Natal, ele e outros militares da base de Guam entregam mantimentos, remédios, materiais escolares, roupas e brinquedos aos moradores de ilhas isoladas da Micronésia; tudo com a ajuda e a doação de voluntários, moradores da região e entidades religiosas.
O problema é que a deputada Bradford (Virginia Madsen) está querendo diminuir gastos públicos e por isso três bases aéreas americanas estão em sua mira. Então, ela envia ao local sua assessora Érica Miller (Kat Gralam) para que a moça descubra onde a verba disponível está sendo empregada, além de encontrar ineficiência nessa operação que justifique o fechamento da base perante outros membros do Congresso.
A verdade é que o clima pesa desde o primeiro encontro dos personagens principais, mas Andrew fica encarregado de ser não só o guia local para Érica, como também convencê-la de que a missão natalina possui caráter humanista e não financeiro.
No entanto, a assessora é aquele tipo de mulher pragmática, independente e “frozen” que não desiste de cumprir seu trabalho e não se deixa influenciar pelo entorno, especialmente as belezas naturais, a boa acolhida dos militares e nem pelos sorrisos largos dos locais.
Escrito por Gregg Rossen e Brian Sawyer, “Missão presente de Natal” é uma película previsível e com um roteiro que não conta com passagens surpreendentes ou viradas na narrativa. Apesar disso, ela bem se enquadra no gênero comédia, apesar de fazer algumas tentativas para o desenvolvimento de um romance entre os protagonistas que, aliás, não têm química alguma.
Agora, o mais interessante é que a espinha dorsal da história é baseada nas missões feitas desde 1952 pelos militares americanos com a ajuda de outros de nacionalidades distintas e que realmente levam suprimentos para moradores que estão esquecidos pelo poder público.
Outro ponto positivo do filme é sua cenografia, especialmente as locações tropicais escolhidas para a sua filmagem e a vibe caliente sentida porque o Natal em localidades onde as temperaturas são altas como no Brasil costuma ser desfrutado externamente, com festas sendo realizadas ao ar livre e enfeitadas e adoçadas com frutas tropicais. Já o Natal vivenciado por moradores do hemisfério norte é gelado, intimista, com a presença de neve e de delícias calóricas à mesa.
E sua trilha sonora? Ah! Ela foi construída com músicas natalinas e outras ouvidas em momentos pé na areia, tais como: “Carol of the bells”, “Christmas in the sand”, “Paluma”, “I heart bells on Christmas day”, “White Christmas”, “I love you”, “I saw three ships”, “Joy to the world”, “Coconut Christmas”, entre outras que ajudam o espectador a mergulhar mais profundamente nas águas coloridas dessa ficção.
“Missão presente de Natal” vale pela sua fotografia, pelo carisma dos atores em cena, por ser uma obra leve e ideal de ser vista nas semanas que antecedem os feriados oficiais de final de ano e deve estar acompanhada de um balde de pipoca para valer a pena!
Beijos,

Maria Oxigenada
Foto e video: reproduções