O que nós sabemos a respeito de Michelle Obama? O básico e que ela é ex-primeira dama dos Estados Unidos, é esposa do ex-presidente Barack Obama, é advogada e tem duas filhas jovens. Recentemente, nós descobrimos que ela também é escritora e produtora de filmes, como o documentário “Indústrias Americanas”, película ganhadora do Oscar deste ano na categoria.
Nas ultimas semanas, nós tomamos ciência de uma declaração feita por Michelle de que estava apresentando um quadro leve de depressão. Além disso, ela voltou aos holofotes com o lançamento do documentário “Minha História”, baseado no livro homônimo escrito pela própria sobre sua trajetória pessoal e os anos em que passou na Casa Branca.
Logo de cara, fica evidente que a protagonista da obra é uma mulher inteligente, culta, independente, bem sucedida e que nunca viveu à sombra do marido, ou seja, é uma mulher pra lá de empoderada! Uhu! Assim eu gosto!
No entanto, o caminho percorrido até aqui não foi plano e tranquilo, exigindo determinação, garra e muita atitude de sua parte. Desde a infância, a personagem precisou lidar com episódios de racismo e preconceituosos, além de outros de puro machismo como quando foi desaconselhada por uma professora de cursar a universidade de Princeton.
Michelle não só cursou sociologia no local como fez especialização em estudos afro-americanos e também concluiu direito em Havard. Aliás, foi o direito quem uniu ela e Obama, pois ele foi seu estagiário em um escritório de advocacia.
O interessante é que a obra mostra que Michelle não queria transformar-se em acessório dos sonhos do marido e que por esse motivo recorreu às sessões de terapia, inclusive de casal, para encontrar a sua felicidade e compreender os altos e baixos de seu casamento, as fases passadas pela família, assim como para encontrar motivações para continuar seguindo seu destino.
Outro fato de destaque é que “Minha História” não coloca panos quentes e faz questão de mostrar como é o jogo político americano e quão baixo os adversários de Obama foram durante a corrida presidencial de 2008, pois pipocaram charges, matérias e brincadeiras feitas sobre a maneira “raivosa” com que Michelle se apresentava nos palanques eleitorais. Se fosse atualmente, ela seria a rainha dos memes, né!? E tiraria a coroa da Gretchen, há, há, há…
Mas no decorrer da película o que eu percebi foi que a ex-primeira dama apresenta-se como uma pessoa humilde, positiva e, vez ou outra, engraçada. Sua postura de boa ouvinte nos encontros promovidos para a divulgação do seu livro com jovens e com as minorias também me chamou a atenção, pois percebi que ela sempre construiu conversas e realizou trocas com palavras motivacionais e exemplos pessoais, bem como com atitudes humanas.
Agora, o que eu mais gostei de saber é que ela continua empregando energias e esforços em causas sociais e educacionais. Não sei se vocês sabem, mas enquanto foi primeira-dama ela criou um programa que estimulava a alimentação saudável e nutritiva em escolas públicas americanas com o uso de pouco sal, gordura e açúcar pelas cozinheiras e a diminuição da oferta de produtos ultraprocessados, enlatados e industrializados; tudo para conter o avanço do sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes.
Isso sem falar que ela também fez questão de fazer uma horta orgânica nos jardins da Casa Branca e os legumes, verduras e ervas abasteceram a cozinha da sede do governo americano durante os oito anos em que a família Obama esteve no local.
Outra descoberta foi que Michelle Obama é uma bela fashionista e não tem medo de ousar no figurino usado em seus compromissos. Amante de alfaiataria, ela abusa das calças com cintura no lugar, saias evasês, vestidos tomara-que-caia, blusas com ombros à mostra, terninhos, além de investir em tonalidades vivas, em acessórios como cintos e botas de todos os tipos, inclusive as transparentes e feitas com telas.
Por tudo que vi e li sobre ela, a verdade é que Michelle bem que poderia ostentar um “M” no peito, bem ao estilo de heroína de HQ e acredito que novas páginas de sua historia pessoal estão prontas para serem escritas com aventuras menos burocráticas e com histórias mais divertidas, soltas e externas.
Eu indico.

Maria Oxigenada