Saudades de dançar, né minha filha? E como! Ninguém merece ficar tantos meses sem calçar as sapatilhas de ponta, descer até o chão ou dar aquela sarrada no ar durante as aulas de funk ou fitdance. Até mesmo os encontros zumbadeiros com a terceira idade eu estou sentindo falta!
Confesso que já parei de pensar sobre o assunto para não ficar chateada, mas todas as vezes que assisto alguma película que aborda a temática uma coceira estranha atinge meus pés e eu tenho vontade de rodopiar pelos cômodos da casa.
Desta vez, o gatilho foi o filme “Dançarina Imperfeita”, lançamento do mês da plataforma Netflix, voltado ao público adolescente e que traz a atriz Sabrina Carpenter (Quinn Ackerman) como protagonista da obra.
A personagem principal está no ultimo ano do ensino médio e dando aquele gás nos estudos para entrar na faculdade de seus sonhos. O problema é que durante a entrevista feita na instituição, Quinn mente para a recrutadora dos novos calouros (Michelle Buteau) dizendo que integra a equipe de dança da escola somente para impressioná-la.
E, sem querer, ela acaba criando outra barreira para sua admissão, pois a profissional comenta que assistirá sua apresentação nas eliminatórias anuais. A primeira reação de Quinn é fazer tentativas para integrar a equipe já existente e na qual sua amiga Jazz (Liza Koshy) faz parte.
No entanto, seus planos não dão certos e ela precisa montar seu próprio corpo de baile, ou melhor, seu time para fazer bonito no concurso e, é claro, ingressar na facul idealizada. Antes disso, ela pede ajuda para Jazz para aprender alguns passos de dança e se soltar diante de uma plateia. Depois sai a caça dos pés de valsa existentes na escola e que ainda não integram a equipe existente no local. Por fim, ela ainda tem a missão de convidar o dançarino Jake Taylor (Jordan Fisher) para coreografar a apresentação da nova equipe. Tá bom para vocês?
Com tudo o que foi falado até aqui já é possível imaginar o desenrolar da historia, né!? Mas o que ninguém imagina são os respiros cômicos existentes na obra e que contam com momentos passados dentro de uma loja de colchões e as investidas românticas de Jazz no vendedor local, interpretado pelo ator Drew Ray Tanner, ou as disputas cotidianas entre Jazz e Julliard (Keiynan Lonsdale), seu principal rival na escola.
Outro fato risível é que logo no começo da película o espectador acompanha a personagem principal rezando para a cantora Beyoncé para baixar a pomba gira nela, assim como fazendo referencias ao álbum “Lemonade”, o sexto da artista.
E como toda boa narrativa voltada ao publico jovem, esta também não poderia deixar de ter um romance para chamar de seu e este envolve a sua protagonista e o coreógrafo Jake Taylor. “So cute”!
Já o destaque da obra recai sobre a atriz, dançarina e youtuber Liza Koshy, mas a interpretação da atriz Naomi Snieckus como Maria, mãe da personagem principal, também é interessante aos olhos dos espectadores, assim como a atuação de Michelle Buteau que acrescentou leveza à película.
Oxigenadas, fiquem atentas à trilha sonora de “Dançarina Imperfeita”. Ela está demais! Construída pela cantora e produtora Alicia Keys, ela conta com músicas de Dua Lipa, Zara Larsson, Sabrina Carpenter, Jordan Fisher, Kallico, Ciara, entre outros artistas.
Outro ponto que vocês devem abrir os olhos é em relação ao figurino da obra. Lindo e coerente com a sua proposta, especialmente os uniformes rosados desfilados pelos alunos ou as produções street wear ostentadas pelos dançarinos e que contam com jeans, camisas floridas, calças de cintura alta, pulôveres cortados e outras peças que fazem referencia a cultura indiana e a estética grunge.
“Dançarina Imperfeita” é um daqueles filmes bacaninhas, que diverte em alguns momentos e indicado para os dias preguiçosos de agosto, mas é imperfeito e facilmente esquecível, sim! Dos últimos assistido sobre a temática, ainda prefiro a película “Feel The Beat”.
Até a próxima aventura,

Maria Oxigenada
Foto e vídeo: reproduções