Os primeiros cinco minutos de um filme são cruciais para o seu sucesso ou fracasso. Fisgar o espectador logo de cara não é tarefa das mais fáceis, por isso muitos roteiristas e diretores cortam um dobrado para realizar tal tarefa.
A formula mágica também foi usada na película “A Barraca do Beijo 2”, pois ela começa com a volta às aulas, com o reencontro dos amigos Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney) depois das férias de verão e com a euforia dos alunos do último ano do ensino médio.
E através de cenas de flashback o espectador toma ciência de como foram as últimas semanas da protagonista, como foi à curtição ao lado do seu namorado Noah (Jacob Elordi) e de como Elle ficou depois que seu príncipe partiu para cursar a Universidade de Harvard, em Boston.
Namorar a distancia não é para qualquer um e Elle precisa aprender a lidar com vários sentimentos surgidos, tais como: saudades do amado, inseguranças pessoais, crises de ciúmes, medo de ser trocada por uma garota mais interessante, além de aprender a lidar com momentos de solidão.
No transcorrer da obra é possível ainda perceber que cada vez mais o cabeção da personagem principal precisa abrir espaço para outros assuntos também importantes como sua candidatura às universidades desejos, a organização da formatura de sua turma, bem como a necessidade de ganhar um concurso de dança para ajudar no custeio de seus estudos futuros.
Para isso, ela e Lee estabelecem uma rotina de treinos diários em frente ao jogo “Dance Revolution” do qual são viciados, mas o problema é que o garoto torce o pé e precisa ser substituído rapidamente.
O escolhido como o próximo partner de Elle na aventura dançante é Marco (Taylor Zaklar Perez), aluno novato da escola, esportista e que também desfruta de talentos musicais. Marco é aquela versão caliente de boy magia que chama atenção de todas as personagens femininas da obra e que chega a balançar o coração de Elle, tamanha a química existente entre os dois.
Agora, o interessante de “A Barraca do Beijo 2” é que há a formação de um suposto quarteto amoroso e não um triangulo como sempre é sugerido em comedias românticas voltadas para adolescentes. E a personagem que completa a figura geométrica chama-se Chloe (Maisie Richardson Sillers), colega de classe de Noah.
Já os respiros cômicos da obra acontecem todas as vezes em que Elle, sem querer, atrapalha o namoro de Lee com Rachel (Meganne Young) ou durante as competições da gincana escolar ou no baile de Halloween, além das surpresas que essa nova edição da barraca do beijo reserva aos espectadores,
pois tramas secundárias ganham espaço e desfechos interessantes no seu entorno.
No entanto, o filme apresenta alguns problemas como ser muito longo e contar com 2h12 de duração, além de estar repleto de clichês, possuir um roteiro raso e com temáticas já abordadas. Apesar disso, parece que ele está agradando aos fãs brasileiros da franquia, pois é uma das películas mais vistas na Netflix desde que foi lançado.
A boa notícia para quem curtiu as histórias tratadas nos dois filmes anteriores é que “A Barraca do Beijo 3” vem aí para completar a trilogia em 2021, assim como definir o destino da protagonista.
“A Barraca do Beijo 2” vale pelo carisma dos atores Joey King e Joel Courtney, pelo entretenimento leve e despretensioso sugerido.
Beijos,

Maria Oxigenada
Foto: reprodução