Quem é que pode com os estilistas franceses? Ninguém. A verdade é que eles encontraram maneiras criativas de celebrar a saída da quarentena e dos dias de isolamento social, apresentando suas coleções das maneiras mais distintas e fashion possíveis.
Meu queixo foi caindo centímetro a centímetro até que minha mandíbula ficasse completamente relaxada lá em baixo depois de ter conferido alguns dos desfiles da semana de moda francesa e isso inclui o show festivo organizado pela marca Balmain.
A comemoração de 75 anos da label foi em grande estilo e organizada dentro de um barco que deslizou suavemente pelas águas do rio Sena como se fosse uma balada em alto mar, mas realizada durante o dia e não com o brilho artificial proporcionado pelas lâmpadas extras vistas na Cidade Luz.
O bacana foi que o trajeto náutico contemplou alguns pontos turísticos de Paris, tais como: a catedral de Notre Dame, a Torre Eiffel, museu do Louvre, os relógios do museu d’Orsay, o Palácio Royal, bem como as pontes e outros monumentos históricos existentes às margens do Sena.
O evento ainda contou com a cruzada pelas coleções passadas da marca, desafogando looks icônicos e que ao longo do tempo ajudaram no reforço de sua identidade, tais como: vestidos tomara-que-caia, saias godês enormes, vestidos de paetê, de veludo molhado, babados estrategicamente posicionados, pequenos drapês, vestidos com tules, além de outros com desenhos arabescos aplicados e o uso de luvas compridas e boinas, bem ao mood francesinha de ser.
Mas o chão espelhado da embarcação também refletiu muitas produções P&B, smokings, ternos curtos masculinos ideais para os dias de verão e usados em conjunto com camisetas brancas de algodão.
E quem embalou a balada diferentona foi a cantora Yseult a bordo de um modelito total white incrível construído com calça de alfaiataria, bustiê e uma capa com mangas compridas e ombros pontiagudos.
A obra vista contou com um frame e outro estético de outrora, com cenas dos recentes protestos realizados em Paris contra o racismo, bem como com outras de capoeiristas dançando em praça publica e outras relacionadas com a irmandade dos atuais movimentos sociais.
Que viagem fashion foi essa, Oxigenadas!? Valeu cada quilómetro percorrido.
Beijos,
Maria Oxigenada
Foto: reprodução