Tá até engraçado! Eu ando pulando da cama com as galinhas e junto ao nascer do sol e não é para meditar ou fazer alguma aula de ioga antes de tomar o meu café da manhã, não!
A razão disso é para poder acessar a internet e checar as notícias matinais, além de responder mensagens antes que a galera da quadra em que moro levante e comece a trabalhar, pois todo mundo está fazendo home-office e evitando bater ponto em empresas e escritórios.
Para vocês terem ideia até as escolas e universidades particulares da capital paulista estão recorrendo ao mundo virtual e disponibilizando suas aulas on-line para manter a rotina de estudos e a programação pedagógica do semestre.
E adivinham só o que anda acontecendo por aqui? A internet cai a cada dez minutos, provavelmente pelo excesso de plugados e internautas navegando simultaneamente na região, especialmente durante o horário comercial e entre as 9h e 18h. Essa sobrecarga ninguém previu, né!?
Infelizmente, eu não posso abandonar a rede porque é através dela que recebo os pedidos dos restaurantes que forneço sobremesas e doces, além de mensagens vindas de amigos, conhecidos e clientes já interessados em encomendar ovos de Páscoa, caixas de bombons e coelhinhos de chocolate.
Vez ou outra e quando o desespero bate, eu acabo abrindo o correio eletrônico através do celular, mas a verdade é que não quero gastar todo meu pacote de dados ou ter que aumenta-lo no período de “isolamento” social, pois este é destinado para momentos em que estou me deslocando ou diante de alguma emergência pela cidade.
E vocês sabem o que é mais interessante dessa pandemia? Ela não só está nos fazendo adotar uma nova rotina de trabalho e doméstica, como também está nos obrigando a mudar hábitos, aprender lições valiosas e flanar pela vida com mais leveza, escutando e abrindo os olhos para a natureza.
Coincidentemente, o coronavírus ganhou volume após o carnaval e durante a quaresma, ou seja, no período em que Cristo se isolou no deserto para meditar, abrandar, ganhar forças, voltar ao essencial e aceitar a vontade de seu próprio pai. Cristãs ou não, façamos de nossa quarentena uma verdadeira quaresma, Oxigenadas!
E durante este período de recolhimento voluntário e sugerido, espero que vocês também entoem o mantra ommm mais vezes, pois ele é a semente de todos os demais mantras com a missão de englobar o passado, o presente e o futuro, bem como criar ressonância em nossas consciências e em nós para aprendermos a respirar melhor, a transformar o que for possível no momento e a aceitar os problemas dessa nova realidade, sem se debater contra reveses do dia-a-dia ou desafinar diante de sons e ritmos que já fizeram parte de nossas vidas passadas e de épocas em que a internet ainda subia escadas, há, há, há …
Até a próxima aventura,

Maria Oxigenada
Foto: reprodução